Poder sem Pudor

Poder sem Pudor

Representatividade

Representatividade

Sambista, jornalista e gente boa, Sérgio Cabral, pai do ex-governador do Rio condenado a mais de 200 anos de prisão, era vereador quando foi abordado em um restaurante por um sujeito mal-educado: “E aí, ainda tem muito ladrão lá na Câmara?” Cabral lembrou que havia também vereadores dignos e dedicados e pôs fim ao papo de um jeito que o homem ficou sem saber se era elogio ou insulto: “Fique tranquilo: o senhor está muito bem representado...

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Quebra-quebra

Quebra-quebra

O saudoso deputado Maurício Fruet adorava pegadinhas. Certa vez, o mau tempo fez o vôo Rio-Curitiba seguir para São Paulo, depois para Londrina, onde pernoitaram em hotel. Na manhã seguinte avisaram que o vôo iria para Florianópolis. Fruet entrou em ação, falando alto: “O pior é que eles querem nos cobrar o pernoite em Londrina!...” Os passageiros foram contidos à força. Queriam quebrar tudo.

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Pinto mole

Pinto mole

Recém eleito deputado federal, o maranhense Pinto do Itamaraty foi a Brasília e se hospedou na casa do deputado Sebastião Madeira (PSDB-MA). Passou mal e ficou de repouso. Madeira recomendou cuidados à sua empregada e, ao chegar para o almoço, perguntou a ela como estava “o paciente”. Madeira conta que não conteve a risada com a resposta: “Fui lá olhar e ele tá tão molinho...”

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Bons de dança

Bons de dança

A pirotécnica “Força Nacional de Segurança” fez lembrar ao jornalista Arael Costa, professor da UFPb, a adesão de uma tropa de cavaleiros gaúchos ao “movimento pela legalidade” chefiado pelo governador Leonel Brizola. Após ordenar sua incorporação à Brigada Militar, Brizola indagou ao líder: “Então, sua tropa é mesmo boa de briga?” O homem respondeu com jeito moleque: “Bom de briga não sei, não. Mas de dança, tchê...”

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De berço

De berço

Advogado em Sergipe, o ex-presidente nacional da OAB Cezar Britto certa vez foi atacado por um velho advogado: “Sou tratado de direitista, mas em 1964 lutei contra a ditadura. E muito gostaria de saber o que o sr. Britto fazia então, de que lado estava...” Britto, que nasceu em 1962, respondeu bem-humorado: “Eu estava com minha mãe tomando mamadeira, no berço, gritando “abaixo a ditadura”!

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Sem medidas

Sem medidas

Em seu primeiro discurso como deputado, após a posse, o saudoso Clodovil Hernandes (PTC-SP) exigiu silêncio no plenário, calando 368 parlamentares presentes. E ainda deu um pito em Paulo Maluf (PP-SP), que insistia em conversas paralelas. Em seguida, uma repórter quis saber como ele votaria as medidas provisórias. Clodovil fez graça: “Que medida o quê, minha filha... Eu não estou aqui para fazer roupa!”

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Eu bebo, sim

Eu bebo, sim

Em 1993, o senador Gilberto Miranda (PMDB-AM), grande apreciador e de vinhos e dono de invejável adega, criticava o excessivo poder das estatais quando, em aparte, Esperidião Amin (PP-SC) forneceu mais alguns dados que enriqueceram o pronunciamento. Miranda agradeceu: “Vossa Excelência é como vinho Bordeaux: quanto mais velho, melhor!”. Amin respondeu na bucha: “Então vê se me manda logo uma caixa!”

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‘Zoião’ misterioso

‘Zoião’ misterioso

Candidato a prefeito paulistano em 1992, Eduardo Suplicy fazia comício no distante bairro Cidade Kemel e foi desafiado por “Chicão”, líder comunitário: “O sr. se diz candidato dos trabalhadores, mas não sabe o que é “zoião”!... Suplicy arriscou: “...olhos grandes?” Chicão estraçalhou: “Zoião são dois ovos estalados que o trabalhador come todo dia. O sr. não sabe porque nunca comeu em marmita...”

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