domingo, 18 agosto 2019

Poder sem Pudor

Poder sem Pudor

Princesa ofegante

Certa vez, durante a sabatina do ministro Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça, no Senado, o líder tucano Arthur Virgílio (AM) surpreendeu pedindo licença ao presidente da sessão para contar uma piada. E contou que a professora passou uma tarefa a Joãozinho, estudante inteligente e serelepe: construir uma frase com os elementos Religião, Sexo e Realeza. A frase de Joãozinho não poderia ter sido mais concisa e lapidar: "Ai, meu Deus, que delícia!”, disse a princesa ainda ofegante!"...

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Decoro desnudo

No Carnaval do Rio, em 1994, criaram um factoide para fazer o então presidente Itamar Franco passar por “garanhão”: fizeram a modelo Lílian Ramos posar a seu lado sem calcinha. As fotos causaram espanto. Em Montes Claros (MG), o vereador Benedito Said (PTB) criticou a atitude de Itamar, mas foi repreendido pelo presidente da sessão, que considerou “falta de decoro” citar a palavra “calcinha” naquela sacrossanta casa. Retomando a palavra, o vereador Said ironizou: “Então, sr. presidente, retiremos as calcinhas e fiquemos com o decoro!”

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O código de Nabuco

Feito embaixador em Bruxelas, nos anos 1960, o ex-deputado Cirilo Júnior achava que o esperavam apenas os prazeres da vida, mas logo percebeu que havia deveres, quase sempre chatíssimos. Um assistente contou que um antigo embaixador, Maurício Nabuco, batia três vezes sobre a perna quando queria encerrar uma audiência maçante. Ao receber diretores da Vasp, Cirilo imitou Nabuco, mas os interlocutores nem percebiam o “código”. Impaciente, ele foi aumentando a força das pancadas até que se viu esmurrando a própria perna e gritando “Nabuco! Nabuco!” Os visitantes foram embora, assustados, e o embaixador comemorou com o assistente: - Esse Nabuco é formidável!

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Maria Barbuda é a mãe

O saudoso ex-prefeito de Curitiba Maurício Fruet, uma figuraça, incorrigível gozador, estava em campanha para deputado federal, em 1986, em dobradinha com Paulo Furiatti (estadual). A caminho de um pequeno distrito de Antônio Olinto (PR), ele avisou a Futiatti para tratar muito bem a “Maria Barbuda”, dona de um bar que controlava uns cem votos, na localidade. Só não avisou que a mulher odiava o apelido. Ao chegar, Furiatti foi caloroso: - Dona Maria Barbuda! Agora tenho honra de conhecê-la pessoalmente! Fruet teve 1.300 votos em Antônio Olinto; Furiatti, cem a menos.

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Dos Thales, o maior

Dois gigantes do colunismo político, Carlos Castello Branco e Luiz Recena compartilhavam do privilégio de terem como fonte o deputado pernambucano Thales Ramalho. Certa vez, em resposta a notícias da escolha do conterrâneo Fernando Lyra para o ministério de Tancredo Neves, Thales perpetrou uma maldade que era também uma grande injustiça: “Fernando não pode ser ministro da Justiça porque é um analfabeto.” Certa sexta-feira, já recomposto com Lyra, ele surpreendeu: “Castello, escreva pra domingo: Fernando será ministro da Justiça.” “Pô, Thales, ele não era um analfabeto?” cobrou Castelinho. A resposta foi na bucha: “Alfabetizou-se esta semana, Castello...” Depois ligou para Recena: “Escreva isto também, vá que o Castello esqueça...

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Quem tem votos

De Dinarte Mariz aos jornalistas Carlos Castello Branco e Murilo Melo Filho: - Eu vetara a candidatura de Aluízio Alves ao governo do Rio Grande do Norte, quando ouvi do marechal Castelo Branco, no Planalto, a advertência: “Lá no seu Estado, segundo estou informado, quem tem votos é o dr. Aluízio”. Mariz respondeu: - Não seja por isto, presidente. Se fosse só por ter voto, quem devia estar sentado aí era Juscelino (Kubitscheck), que tem muitos votos, e não o senhor, que não os tem.

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O veneno do escorpião

Em 2001, no Congresso Internacional de La Sinistra em Pesaro, Itália, o então candidato à presidência Ciro Gomes entregou ao colega de partido, deputado Roberto Freire, um discurso do professor Mangabeira Unger desancando o petista Lula. Pediu que Freire lesse no plenário. "É radicalismo imbecil, não se ataca um homem de esquerda desta forma, é uma irresponsabilidade! Esqueça isso!" reagiu Freire. Num dos trechos, Unger afirmava que Lula tinha “o veneno do cinismo”. Dezoito anos depois, com certeza, ambos mudaram de opinião.

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Poliglota para que te quero

Tancredo Neves se preparava para disputar a Presidência da República, no Colégio Eleitoral, quando o deputado Milton Reis (MG) o procurou para pedir a nomeação de um jovem talentoso para o comitê. “Ele é muito preparado, esforçado, conhece bem a política...” dizia, enquanto Tancredo mordia a ponta da gravata. “Vai ajudar muito, fala sete línguas!”. “Sobre o quê?”, interrompeu Tancredo, soltando a gravata da boca. O deputado não entendeu a pergunta e o candidato explicou: “Tem um porteiro lá do Hotel Normandy que fala muito bem onze línguas. Mas só sabe falar sobre hospedagem...”

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