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Transportes
Governo intervém na Viplan, maior empresa de ônibus do DF

Os 744 ônibus do grupo Canhedo serão administrados pelo governo do DF

Publicado: 23 de dezembro de 2013 às 8:48 - Atualizado às 12:16
A Viplan tem a maior frota de ônibus de todo o Distrito Federal
viplan

A intervenção mobilizou a atenção dos curiosos

 

O governo Agnelo Queiroz decidiu decretar intervenção no Grupo Viplan, maior empresa de transportes coletivos do Distrito Federal, a partir desta segunda-feira (23). Os interventores estão assumindo neste momento o controle de três empresas – a própria Vipla, a Condor e Lotáxi – que reúne 744 ônibus que operam 212 linhas em todo o DF.

tadeu filippelli

Filippelli coordena a intervenção

A intervenção, coordenada pelo vice-governador Tadeu Filippelli, oficialmente denominada de “assunção”, será realizada com o apoio da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiro e de servidores do governo do DF nas áreas jurídica, contábil, administrativa e operacional.

A “assunção” ou intervenção inclui o imediato afastamento dos gestores das empresas, incluindo seu presidente, Vagner Canhedo. A medida foi deflagrada simultaneamente, nesta segunda-feira, nas oito garangens do Grupo Viplan, exatamente às 8h45, para não provocar qualquer tipo de transtorno, quando todos os ônibus já estavam nas ruas. As empresas do grupo sob intervenção somam a maior frota em circulação no DF, com faturamento diário de quase R$ 1 milhão, R$ 400 mil dos quais em espécie.

Com a intervenção, o governo do DF pretende evitar um colapso no sistema de transporte coletivo. É que o Grupo Viplan lidera o sistema que está sendo substituído, e seus controladores têm liderado todas as ações que tentam impedir a realização e a consolidação da licitação que definiu as empresas que vão explorar o serviço.

vagner canhedo filho

Canhedo foi afastado da sua empresa

A Viplan, que ficou de fora da licitação, recusava-se a demitir seus empregados e, assim, impedir que eles fossem contratados pelas novas empresas, vencedoras da lictação. Por esse motivo, cerca de 1.000 ônibus novos se encontram nas garagens aguardando que os coloque nas ruas. Ao mesmo tempo, afirmava não tem condições financeiras para cumprir suas obrigações

As ligações frequentemente promíscuas entre sindicalistas e empresários de ônibus liderados por Canhedo é outro fator que preocupou. Chegou-se a temer, no governo, que esses sindicalistas, solidários a Canhedo, pudessem de alguma maneira dificultar e até tumultuar a intervenção.

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