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Piratas do Ártico
Ativista brasileira pode ficar presa por 15 anos na Rússia

A bióloga gaúcha Ana Paula Maciel é acusada de pirataria em grupo

Publicado: 2 de outubro de 2013 às 14:51 - Atualizado às 15:24
Russia storms ship over Arctic drilling protest - Greenpeace

Autoridades russas abordam botes do Greenpeace

A bióloga brasileira, Ana Paula Maciel, foi indiciada hoje (2) pela justiça russa por “pirataria em grupo”. Ela havia sido detida na Rússia com outros 25 membros do Greenpeace por participar na tentativa de invasão a uma plataforma de petróleo no Oceano Glacial Ártico na semana passada. A pena para os seis “piratas” pode chegar a 15 anos e multa de R$ 33 mil.

De acordo com o Greenpeace, outros cinco ativistas foram indiciados junto com a brasileira. O cinegrafista britânico Kieron Bryan, o sueco-americano de origem russa Dmitri Litvinov, a finlandesa Sini Saarela e o russo Roman Dolgov tamém responderão pelo crime. A advogada do grupo, Irina Isakova, afirmou que não há provas e as acusações não tem fundamento.

O diretor executivo do Greenpeace International, Kumi Naidoo, considerou a decisão russa como “irracional” e mais uma tentativa de suprimir os protestos.

O embaixador do Brasil na Rússia, Fernando de Mello Barreto, vai dar uma “carta de garantia” para tentar viabilizar a volta de Ana Paula para casa. O documento do governo brasileiro funciona como um compromisso para certificar que a bióloga vai comparecer a todas as audiências na Rússia.

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