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16 de Julho de 2017
O presidente Michel Temer se utilizou da mesma estratégia da antecessora: Dilma pagou R$ 3,2 bilhões em emendas parlamentares individuais às vésperas da votação do processo de impeachment, em abril e maio de 2016. Uma portaria do período antecipou o pagamento de R$ 1,8 bilhão àqueles que a julgariam uma semana depois. Em maio, com o impeachment no Senado, Dilma liberou mais R$ 1,4 bilhão.
O Orçamento prevê distribuição de R$96,6 bilhões em emendas em 2017; R$87,5 bilhões para bancadas e R$9,1 bilhões em individuais.
O governo Temer liberou, até julho, cerca de R$ 1,8 bilhão de um total de R$ 6,3 bilhões previstos no orçamento para as emendas individuais.
Mais de 61% (R$ 1,1 bilhão) do valor liberado pelo governo Temer em emendas foi para o Fundo Nacional de Saúde, não para parlamentares.
“No desespero, tentam qualificar a aglutinação como compra de votos”, justificou o então líder do governo, Humberto Costa (PT), em 2016.
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Após “oficializar” sua candidatura a presidente em 2018, cercado por correligionários no diretório do PT, Lula, o ex-presidente condenado por corrupção, pode ser alvo de outra ação: por campanha eleitoral antecipada. A legislação diz que atos e ações cujo objetivo sejam “induzir que determinado candidato é o mais apto a determinado cargo eletivo” é considerada propaganda antecipada. Campanhas só podem ser feitas a partir de 5 de julho do ano eleitoral.

Lula disse: “vou reivindicar agora do PT o direito de me colocar como postulante a candidato”. E admitiu: “pode saber que estou no jogo”.
“A propaganda eleitoral busca votos a candidatos; está direcionada a influenciar o eleitorado”, explica a Escola Judiciária Eleitoral, do TSE.
A campanha antecipada gera multa de R$5 mil a R$25 mil ou ao equivalente ao custo da propaganda, se for maior.
A oposição diz, mesmo com a condenação do ex-presidente Lula a 9 anos e seis meses de cadeia por corrupção, que não vai desistir da denúncia contra Michel Temer. Dizem já contar com 276 votos.
Apesar de não terem fechado acordos de delação premiada, o operador do PMDB Lúcio Funaro e o ex-deputado cassado Eduardo Cunha têm “preferência” na negociação. A expectativa é de “bombas”.
Ex-deputada estadual e ex-prefeita de Lagoa da Pedra, Maura Jorge (Podemos) se lançou candidata à sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB), no Maranhão. Ela diz que sua candidatura “não tem volta”.
Condomínios residenciais da zona sul de São Paulo gastam R$ 86 mil por ano, em média, com o consumo de água, apontou levantamento da administradora Lello, com base em 1.996 edifícios da capital paulista.
O Palácio do Planalto avaliou como positiva a atuação do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), nas sessões da CCJ que analisaram a denúncia contra Temer.
Só em Minas Gerais, onde são emitidos 1.050 passaportes/dia, a arrecadação do ano bastaria para retomar as emissões em todo País. Cada um dos passaportes custa mais de R$ 257 ao contribuinte.
Em véspera de campanha, políticos fazem fila perto das equipes de TV, no Congresso. Basta prometer que vai criticar ou pedir a renúncia do presidente e ganha espaço nos telejornais “Fora Temer”.
Jean Wyllys (PSOL-RJ) sacramentou a piada sobre a vinculação da pena de 9 anos e meio de prisão aos nove dedos do ex-presidente Lula. Para o deputado federal, isso foi “parcialidade” do juiz federal.
Não tem chance de dar certo o uso – aprovado em comissão da Câmara – de água do mar em vasos sanitários de cidades do litoral.
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