12 de Setembro de 2017
O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), que é irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, não usa cartões ou cheques, em seu dia-a-dia: ele tem o hábito de carregar maços de dinheiro vivo no bolso. Ele próprio o confirmou a jornalistas em abril de 2015, quando ouviu brincadeiras de colegas deputados sobre esse hábito. Na época, era candidato a líder do PMDB na Câmara, e brincou: “Não gosto de liderar com o plástico”.
No imóvel onde foram apreendidas malas de dinheiro, a Polícia Federal achou recibo salarial de uma empregada de Lúcio Vieira Lima.
O tesouro dos R$51 milhões apreendidos fica a menos de 1km da residência de Geddel, no bairro do Chame-Chame, em Salvador.
Lúcio Vieira Lima nega tudo, diz que foi brincadeira de jornalista e não de deputados. E jura que usa cartões Bradesco e Hipercard.
O irmão de Geddel volta a brincar com a situação: “O pior são os dependentes, gastam muito. Cada apito no iPhone é uma compra!”
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A tentativa de obstruir a Justiça, admitida por Ricardo Saud, lobista do grupo J&F/JBS, será uma das alegações da Procuradoria Geral da República junto ao Supremo Tribunal Federal para que sua prisão temporária e a do seu patrão Joesley Batista mudem para preventiva, sem prazo para acabar. Saud confessou haver gravado o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e escondido a gravação no exterior.
No MPF, a convicção é a de que, soltos, Joesley e Saud usarão o poder do dinheiro para tentar manipular e até obstruir as investigações.
Saud revelou detalhes da gravação de conversa com José Eduardo Cardozo em depoimento ao Ministério Público Federal.
O lobista Saud disse que o ex-procurador Marcelo Miller sabia da gravação de Cardozo, piorando a situação do ex-braço direito de Janot.
José Dirceu brinca com fogo. Ele não recusa convites para rodadas de vinhos em casa de amigos, em Brasília. Quando se anima, pergunta: “Onde erramos?”. Só ouve elogios da petelhada, claro, que atribui a derrocada do PT à “falta de controle da mídia”, jamais à corrupção.
Críticos de Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, lembram que em 4 de setembro o criminalista proclamou que “todo delator mente e omite” e, seis dias depois, já advogado de Joesley e do lobista Saud, da JBS, ele mudou de ideia: “Meus clientes não mentiram na delação”.
Importante criminalista de Brasília escreve à coluna para dizer que procura algum boteco onde possa ter encontro casual com alguns ministros de tribunais superiores: “Preciso conversar amenidades...”
O advogado Marco Aurélio Carvalho, parceiro do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, é o “Marco Aurélio” gravado pelo lobista da JBS, conforme a conversa pornográfica gravada pelo patrão Joesley.
A Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento da denúncia que fez o senador Romero Jucá (PMDB-RR) se demitir do Ministério do Planejamento, no início do governo Michel Temer.
Pegou mal para o banco Santander cancelar a mostra “Queermuseu”, em Porto Alegre, que, a pretexto de “celebrar a diversidade”, acabou acusado de apologia à pedofilia e zoofilia. E, para piorar, recuou.
O Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), órgão de pesquisa econômica do governo federal, contratou uma empresa chamada InterB Consultoria para realizar... pesquisa econômica. Não haverá prova maior da inutilidade de uma das duas partes.
Após o ex-ministro Antonio Palocci simbolicamente tatuar “ladrão” na testa de Lula, os petistas andam muito desanimados com a passagem do ex-presidente por Curitiba, nesta 4ª, para ser interrogado como réu.
O ricaço Joesley e o lobista Saud, tratados com tantas gentilezas, também não terão as cabeças raspadas, como os demais presos?
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