11 de Setembro de 2017
Circulou como uma bomba, entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a informação de que o ex-procurador Marcelo Miller, que foi braço direito do procurador-geral Rodrigo Janot, estaria inclinado a propor um acordo de delação premiada. A informação começou a circular após a notícia de que seria iminente a sua prisão, com o escândalo provocado pela nova gravação de Joesley Batista.
Não está claro qual seria o alvo de eventual delação de Marcelo Miller, mas em princípio seu depoimento agravaria a situação de Joesley.
A suspeita no MPF é que Marcelo Miller ainda era procurador quando se integrou informalmente à defesa da turma da JBS.
Suposto acerto com Marcelo Miller foi descrito na gravação que Joesley fez de sua conversa com Ricardo Saud, lobista da J&F/JBS.
Um ministro do STF ironizou ontem à tarde: “Se for confirmada a delação do Miller, o MPF levará em conta a teoria do domínio do fato?”
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Entre janeiro e agosto deste ano, com dois períodos de recesso no meio, os 81 senadores já custaram ao contribuinte mais de R$40,2 milhões. Nesse total, consideram-se oito salários de R$33.763 até agosto, mais a primeira parcela do 13º, além de gastos reembolsados pela cota parlamentar, de até R$44,2 mil por mês, e gastos como diárias de viagens oficiais e, em plena era digital, envio de cartas.
O custo dos senadores não inclui os 3.376 funcionários que pagamos para eles, nos gabinetes e nos escritórios estaduais.
O gabinete do ex-suplente Hélio José (PMDB-DF) tem 84 assessores, todos eles recebendo salários invejáveis.
O custo do serviço prestado pelos 81 senadores seria suficiente para contratar 5 mil desempregados, pagando-lhes o salário mínimo.
No papo de botequim gravado, Joesley faz referência grosseira a outra mulher, sua advogada Fernanda Tortima. Filha de ex-preso político, foi casada com procurador e seu marido atual é desembargador do TJ-RJ.
A Câmara deve votar nesta terça a PEC 77, que pretende criar o fundo eleitoral de R$3,6 bilhões para bancar campanhas. O contribuinte terá de pagar ainda mais R$ 900 milhões/ano a título de “fundo partidário”.
Ciro Gomes pediu reunião com a executiva do PSB para falar de campanha presidencial de 2018. Os socialistas aceitaram para serem educados. Não querem papo, a não ser com o PSDB de Geraldo Alckmin, para prestigiar o vice Márcio França, ou Marina Silva (Rede).
Em visita a Brasília, Wellington Muniz, o comediante “Ceará”, que faz imitações muito engraçadas, disse que já iniciou o processo para imitar o prefeito de São Paulo, João Dória. Por enquanto “só observa”, diz.
Os números não são divulgados, para não tornar ainda mais suspeita a decisão da Anac criando a cobrança pela bagagem, mas há empresas aéreas faturando com malas mais de 30% da receita de passagens.
As gravações mostram um Joesley incapaz de articular uma só frase sem ofender o vernáculo. Não admira que tenham encontrado, ele e o ex-presidente Lula, tantos pontos em comum. Ficaram muito amigos.
Petrópolis chega ao poder no Conselho Nacional de Justiça amanhã: o ministro Aloysio Corrêa da Veiga, botafoguense ilustre, vai representar o TST de Lélio Bentes, fluminense de Niterói. E de coração.
O Senado analisa esta semana a MP 779 que “estabelece critérios de aditivos contratuais das outorgas nas parcerias do setor aeroportuário”. Ou seja: é uma MP que facilita a vida de aeroportos privatizados.
...Joesley deveria saber que, como diz a sabedoria popular, bêbado só mente quando está sóbrio.
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