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09 de Janeiro de 2017
O Congresso Nacional gastou, em 2016, R$ 230 milhões com a Cota Para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), a chamada verba indenizatória. Na Câmara, foram torrados R$ 209,38 milhões para bancar as atividades dos 513 deputados federais, como consultoria, assessoria, aluguel de escritório, passagem aérea, segurança, entre outros. No Senado, suas excelências gastaram R$ 21,21 milhões.
A dinheirama seria suficiente para comprar 2.875 casas do programa Minha Casa, Minha Vida ou 7.700 carros populares.
Os deputados mais gastões: Rocha (PSDB-AC), R$ 561 mil; Hiran Gonçalves (PP-RR), R$ 544 mil; Silas Câmara (PRB-AM), R$ 518 mil.
No Senado, Randolfe Rodrigues (RD-AP) gastou R$ 456 mil, Telmário Mota (PDT-RR), R$ 447 mil, e Paulo Rocha (PT-PA), R$ 446 mil.
O valor milionário é custeado com dinheiro público. O parlamentar apresenta nota fiscal dos serviços e é ressarcido pelo Congresso.
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O ex-deputado cassado Eduardo Cunha começou 2017 ainda preso em Curitiba, mas deposita enorme esperança em conseguir liberdade com o pedido de habeas corpus em análise no Supremo Tribunal Federal (STF). Cunha sonha em deixar o Complexo Penitenciário de São José dos Pinhais já no próximo dia 8 de fevereiro, quando a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, colocará o caso para análise do plenário.
Cunha esperava pela decisão do ministro-relator da Lava Jato, Teori Zavascki, antes do recesso, mas passou Natal e Réveillon em cana.
Outra tentativa no STF é anular a cassação. Cunha alega que houve a possibilidade de emendas na cassação de Dilma, o que lhe foi negado.
Caso não tenha êxito nos pedidos junto ao STF, Cunha continuará preso e inelegível até 2027 pelo enquadramento na Lei da Ficha Suja.
Na campanha à reeleição para presidente da Câmara, Rodrigo Maia se encontrará no domingo (8) com o deputado Arthur Lira (PP-AL) na paradisíaca Barra de São Miguel (AL). Tudo pago com dinheiro público.
Membro da CPI da Lei Rouanet, o deputado Izalci (PSDB-DF) aponta desvios da ordem de R$ 180 milhões, pulverizados em mais de 250 projetos financiados por várias empresas com incentivos do governo.
O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) afirmou que a bancada tucana discutirá, na segunda quinzena de janeiro, a definição do novo líder do partido no Senado. Ricardo Ferraço (PSDB-ES) é o favorito.
No retorno da atividade do Congresso, em fevereiro, o Planalto decidiu manter a economia como prioridade. “O foco é o ajuste econômico”, afirma o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE).
Em meio ao discurso de ódio disseminado pelo PT, o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) faz um alerta: “Nota-se um crescimento enorme da intolerância e do sectarismo”. Segundo ele, é preciso unir o povo.
O Grupo CR Almeida, que atua fortemente em infraestrutura, decidiu desembarcar dos negócios na área portuária, e já tem candidato forte à compra. A Marimex, que cresce sem recorrer a práticas heterodoxas, quer o Ecoporto, de Santos, e Elog, empresa de planejamento logístico.
Em meio à discussão sobre a barbárie em presídios em Manaus e Boa Vista, o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) recebeu R$ 385 milhões de arrecadação com as loterias, em 2016.
As regalias no Congresso dão inveja a países ricos. De 81 senadores, apenas 15 não recebem auxílio-moradia ou imóvel funcional. Três são do Distrito Federal. Quem recebe auxílio ganha R$ 4.300 por mês.
O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, recorreu à estratégia de Lula ao dizer que não soube dos arrastões nas praias cariocas?
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