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08 de Setembro de 2017
“Tem que ser ‘tchau’ e não voltar aqui mais nunca”. Com esta frase, durante a conversa gravada com o empregado Ricardo Saud, Joesley Batista confessou seu plano: desestabilizar os Três Poderes, vender tudo, deixar o Brasil e “não voltar aqui mais nunca”. A estratégia era garantir blindagem em cinco operações policiais, nas quais era alvo, e passar a viver no Estados Unidos, onde o grupo controla 57 empresas.
Saud diz na gravação: “Isso (delatar e ir embora ileso) é a única coisa que a gente tem acertar, Joesley, pra poder ir embora com a família”.
Investigadores da Lava Jato também suspeitam que Joesley gravou Ricardo Saud como “garantia”, em caso de traição do cúmplice.
Joesley achava que era só grampear autoridades, entregar os áudios, e nunca mais voltar ao Brasil: “não vai precisar de nós (sic)”.
O áudio não foi enviado “por acidente”. A Polícia Federal pediu o gravador para periciar o grampo de Joesley contra Michel Temer.
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O Brasil já dá como certo um gigantesco calote do governo do ditador venezuelano Nicolas Maduro junto a empresas brasileiras. Da dívida total de US$5 bilhões (R$15,6 bilhões), cerca de US$3,8 bilhões (R$12 bilhões) vencem em outubro e novembro próximos. O Brasil aposta em “beiço” da Venezuela. “A expectativa é de default (calote)”, informou à Comissão de Relações Exteriores da Câmara o embaixador Tarcísio Fernandes Costa, do Departamento de América do Sul do Itamaraty.
A dívida do desastroso governo Maduro junto a empresas brasileiras representa mais da metade do total de reservas internacionais.
As reservas internacionais da Venezuela totalizam, hoje, US$9,8 bilhões. As reservas do Brasil somam R$ 350 bilhões.
Com a penúria, a Venezuela entrou no chamado “default seletivo”, deixando de pagar credores variados e investidores dos seus papéis.
O devastador depoimento de Antonio Palocci deu a certeza nos meios jurídicos de que o Lula vai passar longo período na cadeia. Ele revelou o “pacto de sangue” entre Lula e a Odebrecht: em troca de propina de R$300 milhões, a empreiteira ganharia os contratos que quisesse.
Ao receber na China as notícias sobre a reviravolta na delação de Joesley & cúmplices, o presidente Michel Temer “levitou”, na definição de um membro da comitiva, “mas foi discreto e comedido”.
Antes sair do PSB, o senador Fernando Coelho (PE) pediu a bênção aos governadores do partido, ligando para se justificar. “Ele já chegou ao partido traindo”, diz um peemedebista histórico de Pernambuco.
A turma do BNDES tem dado pulos de alegria, com a iminente derrocada de Joesley Batista e seus cúmplices. Como sócio, o banco poderá assumir o controle das operações do grupo J&F/JBS.
Deputado brasileiro que foi a Pequim brinca com a reviravolta na caso JBS: “O presidente Xi Jinping gosta tanto de Temer que fez o gordinho maluco da Coreia do Norte desviar a bomba atômica para o Janot”.
Tem gente que só lembra de Geddel Vieira Lima, homem das mil e uma malas, como ministro de Michel Temer. Não é falta de memória, é falta de vergonha: o baiano foi também ministro do governo Lula.
Não há muito o que celebrar com a PEC da reforma política. O PPS tenta adiar o fim de coligações para 2020; PCdoB e PR tentam manter tudo como está. E o “fim as coligações” é história para boi dormir: criaram uma coligação de 4 anos com a tal “federação partidária”.
Sobre os gastos de R$342 mil apenas este ano, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) diz que tudo “é feito exclusivamente na atividade parlamentar”. E que são caras as passagens entre Macapá e Brasília.
Quantos apartamentos em Salvador seriam necessários para a cúpula do PT guardar os R$6,5 bilhões que Janot exige que sejam devolvidos?
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