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07 de Setembro de 2017
A suspeita de investigadores da Lava Jato é que Joesley Batista, a quem o presidente Michel Temer apelidou de “grampeador-geral da República”, gravou o cúmplice, Ricardo Saud, lobista da J&F/JBS, sem que ele soubesse, para arrancar informações adicionais à própria delação. O objetivo de Joesley seria encantar o procurador-geral Rodrigo Janot municiando-o contra ministros do Supremo Tribunal Federal, transformando-se em “credor”, na sua relação com o MPF.
Policiais experientes acham que Joesley pode ter gravado o lobista para mantê-lo sob controle: o testemunho de Saud poderia destruí-lo.
Na gravação, Joesley instiga Saud a contar o que sabe do submundo da corrupção e até sobre a vida íntima de autoridades.
Durante a maior parte da gravação não parece conversa entre cúmplices, parece mais Joesley interrogando o lobista da J&F/JBS.
A conversa se alongou, regada a uísque, e Joesley falou demais, até de infidelidade conjugal, e fez referencias indelicadas à própria mulher.
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O PT retomou as discussões internas para definir opção à pretendida candidatura presidencial de Lula, em 2018. É que juristas ligados ao partido têm sido unânimes na advertência de que o ex-presidente deve cumprir pena de prisão em regime fechado, sendo “questão de tempo” a confirmação e até ampliação da sua sentença de 9 anos e meio de cadeia. “Seremos sempre solidários ao companheiro Lula”, diz um dirigente, “mas precisamos nos preocupar com a sobrevivência do PT”.
Os dirigentes do PT avaliam que Lula é a melhor opção. Mas o partido não pode ser surpreendido com a inviabilização da candidatura.
Lula não se opõe ao debate sobre quem pode substituí-lo na disputa presidencial. E não esconde o seu preferido: Fernando Haddad.
No Nordeste, seu “reduto”, Lula só viu bom público onde prefeitos e governadores aliados pagaram por isso, com ônibus, lanche e cachê.
O “italiano” Antonio Palocci, com autoridade de quem foi ministro da Fazenda e coordenador de campanhas do PT, é a primeira testemunha que confirma propina em dinheiro vivo para Lula, de R$4 milhões. É o primeiro presidente do Brasil acusado de embolsar dinheiro roubado.
Antônio Carlos Magalhães, o ACM, em vida, elegeu Geddel como arqui-inimigo. ACM faria 99 anos na mesma terça (5) em que foram apreendidas as malas com os R$51 milhões roubados. Tem gente achando que foi do Além o telefonema à PF, entregando o “bunker”...
Ao afirmar que “a verdade dói, mas não ofende”, Joesley Batista cita a delação do ex-senador Sérgio Machado e afirma: “o Renan [Calheiros] esbraveja, todo mundo esbraveja, mas no final ninguém fica com raiva”.
Na gravação com o lobista Ricardo Saud, Joesley Batista confessa o sonho de atrair o ex-ministro José Eduardo Cardozo ao plano de gravar conversas comprometedoras de ministros do STF. Cardozo recusou.
Cotadíssimo para assumir a relatoria da CPI da JBS, Carlos Marun (PMDB-MS) topa o desafio, mas não luta por isso, como afirmou ontem. O Planalto não abre mão de deputado de confiança no posto.
Após construírem suntuosos palácios como sedes, os tribunais agora partem para imensos prédios de estacionamento. O Tribunal de Justiça de Goiás vai construir um edifício de 750 vagas para suas excelências.
Bastou o feriadão, a ausência do presidente Rodrigo Maia (DEM- RJ) e o comando de André Fufuca (PP-MA), para os deputados voltarem a receber sem trabalhar. No apagar das luzes de terça à noite, a sessão de quarta foi cancelada, o ponto liberado e os deputados “vazaram”.
Em artigo na Folha de S.Paulo, em julho, onde relata o “sofrimento” dos filhos após grampear Michel Temer, Joesley disse que sentiu “medo” e “angústia”. Mentira. Na gravação, ele admite que a situação era “fácil”.
...para o bem geral da Nação, de presa a língua de Palocci não tem nada.
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