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04 de Outubro de 2017
Sem alarde, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou substitutivo ao projeto 513/13, que pode abrir caminho para a impunidade de políticos envolvidos na Lava Jato, por exemplo. O projeto original foi assinado por Renan Calheiros (PMDB-AL), mas o substitutivo aprovado é do aliado Jader Barbalho (PMDB-PA) e dificulta a denúncia pelo Ministério Público de quem devolver o que surrupiou.
O projeto beneficia acusado de crime sem violência contra a pessoa, o que incluirá políticos corruptos, em geral pessoas de “fino trato”.
Políticos serão beneficiados, avalia experiente magistrado, porque, “via de regra, corruptos são primários, boa conduta social, residência fixa”...
O projeto prevê: quem meter a mão no alheio, vive na maciota até ser pego. Mas é só devolver o que foi descoberto e ganha o perdão legal.
O presidente do Senado, Eunício Oliveira, já avisou: o projeto só vai à votação no plenário a pedido dos líderes partidários. Por escrito.
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O Banco do Brasil fechou agências nas cidades de Lisboa e Porto, referências na presença brasileira em Portugal, abandonando cerca de 8.000 correntistas convidados e fechar contas, e iniciou processo de fechamento de agências também em Paris. Mas vai manter os diretores que despachou para além mar, ganhando em euros. Em Portugal, o BB quase vai desaparecer, mas demitiu apenas 30 dos 84 funcionários.
Permanecerá em Portugal um escritório de negócios do BB voltado a “empresas com negócios no Brasil”. E com inchaço de funcionários.
O BB, empresa pública, ignorou as perguntas da coluna sobre número de funcionários mantidos e demitidos, custo, economia pretendida etc.
O BB não dá satisfações nem ao chefe, Michel Temer, que, segundo o Planalto, soube pela coluna do fechamento das agências em Portugal.
Poucos acreditaram, mas foi genuíno o sacrifício de Romero Jucá (PMDB-RR), que, contrariando recomendações médicas, foi à sessão do Senado mesmo vivendo o drama do diagnóstico de diverticulite.
O embaixador Alexandre Parola, porta-voz de Michel Temer, dedica-se com diligência à tarefa diária (e solitária, no Planalto) de enviar a sua vasta rede de contatos informações sobre a retomada da economia.
Após haver ciceroneado Lula em Alagoas, atacando Temer e criticando a reforma trabalhista, que já virou lei, ganhando palavras de admiração dos petistas, para o PMDB é só questão de tempo a filiação do “líder de massas” Renan Calheiros ao PT. Parecem feitos um para o outro.
Se um atentado como o de Las Vegas ocorresse em Brasília, seria o caos: o IML não tem estrutura pessoal para receber 59 corpos. Há 34 legistas já aprovados em concurso (e treinados). Falta a nomeação.
Apontado como candidato ao governo do DF, o advogado Ibaneis Rocha fez uma coisa que confirma a expectativa: transferiu o seu domicílio eleitoral do Piauí para Brasília. Vai votar na 18ª Zona.

O pai do ministro Luis Barroso, do Supremo Tribunal Federal, ficou viúvo quando ele já era adulto e se casou depois com a mãe da da advogada Fernanda Tórtima. O casal se separou há mais de dez anos. "Jamais convivi ou tive proximidade com a Dra. Fernanda", esclarece o ministro. "Quero bem a ela como quero bem a todas as pessoas". Ele já julgou dois habeas corpus em que ela atuou como advogada, e ambos foram denegados.

Marco Feliciano (PSC-SP) apareceu na sede do governo do DF, ontem, com por 40 pastores, para exigir que uma igreja construída ilegalmente em área pública não seja demolida. Mas a lei é para todos.

A senadora Ângela Portela (PDT-RR) criticou o projeto que pretende demitir funcionários públicos incompetentes. Ela é a mesma que deixou o PT em abril por temer não ser reeleita no partido de Lula.
...do jeito que as coisas estão, criar partidos políticos no Brasil logo será considerado atentado violento ao pudor.
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