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02 de Janeiro de 2017
O ex-governador de Rondônia Ivo Cassol (PP) já garantiu seu lugar no “panteão da impunidade”. Impressiona sua capacidade de beneficiar-se de manobras protelatórias na Justiça: condenado somente em 2013 por crimes de fraude em licitação entre 1998 e 2001, ele pegou 4 anos e 8 meses de prisão e a multa de R$ 201 mil, e já deveria ter perdido seu mandato, mas continua solto e exercendo suas atividades de senador.
A sentença de prisão de Ivo Cassol foi fixada pela relatora do caso no STF, Cármen Lúcia, mas Dias Toffoli propôs a redução para 4 anos.
No regime semiaberto, como prevê sua sentença, Ivo Cassol atuaria no Senado de dia e dormiria na Papuda. A menos que fosse cassado.
Teori Zavascki pediu vista há três meses, mas, assoberbado pela Lava Jato, não sobra tempo ao ministro para analisar o caso de Ivo Cassol.
Ivo Cassol torce pela extinção da sentença: afinal, os crimes de corrupção que lhe são imputados completam 20 anos em 2018.
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A nomeação da nova presidente da Fiocruz, a médica Tânia Araújo-Jorge, pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, desfez o feudo petista que já durava 16 anos no órgão. Tânia foi escolhida em detrimento de Nísia Trindade, outra integrante da lista tríplice, que, ligada ao PT, tinha apoio de Paulo Gadelha, atual presidente. Gadelha dava a escolha da protegida como favas contadas e a chiadeira com a derrota foi grande.
Ao contrário do que alegam petistas, Tânia não era segunda colocada. Os integrantes de listas tríplices concorrem em igualdade de condições.
Depois de 16 anos, vários petistas perderão boquinhas, entre eles o ex-governador do DF Agnelo Queiroz, que é chefe no escritório de Brasília
Entre a abertura do impeachment de Dilma pela Câmara e a cassação definitiva no Senado, foram dezenas de petistas realocados na Fiocruz.
A Operação Lava Jato, da Polícia Federal, investigou até agora cerca de 400 políticos, prendendo vários deles, além de produzir cerca de 120 condenações da Justiça e recuperar bilhões de reais.
Em licitação realizada em 24 de novembro, a Câmara comprou cafeteiras elétricas para o uso dos deputados federais. A compra custou R$ 22,83 mil aos cofres públicos.
O PT completa 37 anos de fundação no próximo dia 10 de fevereiro, mas a celebração deve ser tímida. No site do PT os destaques continuam a ser a “perseguição” a Lula, réu em cinco ações penais.
O jornal inglês Financial Times descreveu a empreiteira Odebrecht como a “máquina de subornos” brasileira. O FT não deve ter conhecido o Brasil nos governos do PT.
Efraim Filho (DEM-PB) tem previsão pessimista para 2017. Mas para o deputado, “é nas crises que surgem as oportunidades”. Ele diz que o Congresso precisa liderar processo de retirada do País do buraco.
A fatura dos cartões corporativos da Presidência subiu 46,3% enquanto Dilma chefiou o País, em relação ao governo Lula. A média de gastos foi de R$13 milhões/ano, entre 2003 e 2010, para R$ 18 milhões de 2011 até maio de 2016, quando o impeachment de Dilma foi aprovado.
O Orçamento da União para 2017 aprovado no Congresso destinou R$819,1 milhões para o fundo partidário bancar partidos políticos. Não haverá eleição ano que vem. Dados dos gastos com o Fundo Partidário estão disponibilizados no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A ex-presidente Dilma padece de falta de memória. Ela acusou o governo Michel Temer: “Estamos assistindo a ampliação da desigualdade". Logo ela que deixou 12 milhões de desempregados.
...sem impeachment, nem Olimpíadas, 2017 tem tudo para ser mais calmo.
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