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25 de Maio de 2017
A trama de Aécio Neves e Joesley Batista, revelada em grampo da delação da JBS, era fazer da Vale uma versão privada do esquema de arrecadação de propinas da Petrobras, segundo acreditam os investigadores. Nesse roteiro, emplacando o ex-presidente do BB e da Petrobras Aldemir Bendine como presidente da Vale, ele teria o suposto compromisso de contribuir com US$8 milhões (R$25 milhões) por ano para “retribuir a indicação”. Essa articulação fracassou.
Os acionistas não conheciam essa armação, mas sentiram cheiro de queimado nas iniciativas de Aécio em fazer reuniões sobre o assunto.
Os acionistas privados, Bradesco e Mitsui, se uniram a Previ e BNDES, representantes estatais, para resistir à pressão.
A solução da Vale foi contratar uma empresa especializada em recrutar executivos, a Spencer Stuart, para blindar a governança da empresa.
No grampo com Joesley, Aécio se gaba de ter conseguido infiltrar o nome do escolhido para a Vale. Estava vendendo o que nunca teve.
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O Exército na rua excitou a imaginação da esquerda, temendo “ameaça autoritária”, e da direita, que sonha com militares no poder. O Exército foi acionado porque não havia número suficiente de soldados da Força Nacional em Brasília. Indagado sobre a diferença entre garantir a ordem com o Exército ou a Força Nacional, o ministro Raul Jungmann (Defesa) de longo histórico de esquerda foi curto e grosso: “Nenhuma”.
Além de covardes, os mascarados são burros. Com suas bombas, pedras, e coquetéis molotov, ajudaram o governo que querem derrubar.
Continuam com a cabeça nos anos 1960 os políticos que protestaram contra o Exército nas ruas para restabelecer a ordem. Maior atraso.
Há fartura de fotos e imagens dos delinquentes que tentaram incendiar ministérios, veículos etc. Mas, outra vez, ficarão impunes.
Há grande expectativa por um comentário do ministro aposentado do STF Joaquim Barbosa sobre defesa que o fã confesso Renan Calheiros fez do seu nome para substituir a Michel Temer, em caso de vacância.
O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) encontrou ontem Michel Temer “muito sereno e muito educado, como sempre”. Temer recebeu 17 dos 22 senadores do PMDB. E um 18º, que estava fora, telefonou solidário.
Com ônibus lotados de “mortadelas”, sindicalistas fizeram barulho em Brasília contra a reforma trabalhista, que extingue o bilionário imposto sindical, e da previdência, que afeta privilégios do setor público.
Há uma grande inquietação de advogados diante da alegada falta de firmeza da direção nacional da OAB em relação ao que chamam de “criminalização da advocacia”, nas investigações em andamento.
Gozadores não respeitam nada: foi colocado no site OLX, com foto, o anúncio de um dedo encontrado em Brasília após uma bomba explodir a mão de um rapaz. Dizia o anúncio: “Vendo dedo de manifestante, acabou de cair... unha bem-feita. Pode ser seu, aproveite”.
A Polícia Militar foi muito criticada pela incapacidade de conter o violento vandalismo em Brasília. Até parece que não viram o exemplo da PM do Paraná, quando Lula foi interrogado pelo juiz Sergio Moro.
Joesley Batista e o irmão serão “convidados” a explicar na Câmara a compra de US$1 bilhão pela JBS na véspera da liberação do polêmico áudio de Michel Temer. Investiu na baixa e lucrou uma fortuna.
Glauber Braga (PSOL-RJ), durante tumulto na Câmara, ameaçou André Fufuca (PP-MA), que presidia a sessão. “Se não me garantir a palavra, vou aí e tomo a presidência”. Foi vaiado.
...de uma coisa Dilma não pode ser acusada: formação de quadrilha. Sem ajuda do seu partido, nunca conseguiu juntar quatro a seu favor.
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