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12 de Dezembro de 2017
A paciência se esgotou com o general Hamilton Mourão, que há meses vem pregando “intervenção militar”, na verdade um golpe, e criticando o governo ao qual tem a obrigação profissional de prestar continência. Se fizer de novo, pode até ser preso, segundo especialistas no tema. Até quem o apoia lamenta a insubordinação, desafiando o paciente general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército. Leigos não entendem como militar da ativa pode defender golpe sem receber voz de prisão.
Na caserna, dá-se como certa a candidatura de Mourão a deputado, em 2018. Ele deve vestir o pijama em março, aos 64 anos.
No fim de semana, Villas Bôas decidiu punir Mourão deixando-o sem ter o que fazer, como noticiou em primeira mão o site Diário do Poder.
O general Villas Bôas rejeita a tese de “intervenção militar” porque tem compromisso com as instituições democráticas e a estabilidade política.
A suposta prisão de Mourão, ontem, criou clima de tensão em Brasília. Era boato. “Seria nitroglicerina”, resume um militar de alto escalão.
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Representou um balde de gelo sobre os próprios aliados na Câmara dos Deputados a declaração do presidente Michel Temer, em Buenos Aires, admitindo dificuldades na aprovação da reforma da Previdência ainda este ano. Mesmo prometendo a reforma para “o início de 2018”, ao “piscar” Temer deixou na mão os líderes partidários que garimpam votos em suas próprias bancadas para viabilizar os 308 necessários.
Temer avaliou que seria melhor adiar a votação do que correr o risco de uma derrota que pode ser muito prejudicial ao País.
Até os partidos cujos programas estão comprometidos com a reforma da Previdência, como PSDB, embarcaram no oportunismo pré-eleitoral.
O presidente decidiu admitir o adiamento após conversar com aliados, inclusive o futuro ministro Carlos Marun, a caminho de Buenos Aires.
O ainda líder tucano na Câmara, deputado Ricardo Trípoli (SP), afirmou em entrevista à rádio Bandeirantes que no máximo 60% dos deputados do PSDB votarão favoravelmente à reforma da Previdência.

À frente os professores Paulo Lucon e Osmar Paixão, o Instituto Brasileiro de Direito Processual realizou nesta segunda (11), no STJ, importante evento sobre recursos repetitivos, com a participação dos ministros Laurita Vaz, João Otavio de Noronha, Mauro Campbell, Luis Felipe Salomão, Paulo Sanseverino, Ricardo Cueva e Assusete Magalhães.

A bancada de deputados da Papuda tem tudo para crescer, após a PGR pedir a “prisão imediata” de João Rodrigues (PSD-SC). Ele pode se juntar a Celso “queijo na cueca” Jacob (RJ) e Natan Donadon (RO).
Anunciado neste sábado (9) como novo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun tomará posse na quinta (14). E pretende permanecer no cargo até o fim do governo de Michel Temer.
O diplomata Francisco Mauro Holanda chefia a nossa representação em Ramallah, Palestina, mas mora em Jerusalém oriental. Ofereceram-lhe um consulado na Europa, mas ele deve curtir o som de bombas.
Resolução do Congresso, no governo Clinton, transferiu a embaixada dos EUA em Israel para Jerusalém, mas dá poderes à Casa Branca para adiá-la por 6 meses. Os presidentes têm adiado a transferência indefinidamente. Donald Trump resolveu cumpri-la. Aí o mundo caiu.
O presidente da Eletrobrás, Wilson Ferreira Júnior, já anunciou que deve ser realizada até o fim do primeiro semestre de 2018 a privatização da estatal. Deve render R$ 12 bilhões aos cofres públicos.
Agripino Maia (PFL-RN) ironizou a cidadania italiana de Antônio Palocci revelada pela coluna. “Burati, Poleto, Barquette, Palocci italiano, quanta coincidência.” (Nota aqui publicada em 9 de dezembro de 2005).
...contar com tucano em votações polêmicas, na véspera de eleição, é como palmeirense acreditar na torcida de um corintiano pelo Verdão.
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