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20 de Janeiro de 2018
A lei proíbe que, nos acordos de leniência, as empresas escolham os crimes a confessar e as impede de indicar maracutaias a reparar, e também as coíbe de apontar órgãos com os quais desejam colaborar. Mas é exatamente o que tentam empreiteiras da Lava Jato como UTC e Andrade Gutierrez, incluindo afastar o Tribunal de Contas da União (TCU) das tratativas. Querem devolver uma fração mínima do que roubaram, mas sabem que o rigor técnico do TCU jamais o permitiria.
As empreiteiras defendem diretrizes europeias nos acordos de leniência, mesmo contrariando a Constituição e as leis brasileiras.
Advogados até assinaram artigo na Folha contra a atuação do TCU nos acordos, mas sem contar que atuam em defesa da UTC e da Andrade.
O TCU sustenta que, ao contrário do que afirma artigo dos advogados, acordos de leniência de Curitiba não são homologados judicialmente.
Os ministros Ricardo Lewandowski e Cármen Lucia negaram aos advogados das duas empreiteiras a suspensão de decisões do TCU.
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A decisão do juiz Sérgio Moro de transferir o ex-governador Sérgio Cabral para o presídio federal de São José dos Pinhais (PR), foi motivada por questões disciplinares. Como esta coluna advertiu há três meses, Cabral assumiu o posto de “xerife” da cadeia, com direito até a segurança privado. Esse tipo de liderança negativa na prisão fez a Justiça retirar o super-traficante Fernando Beira-Mar do Rio de Janeiro.
Como “xerife” da cadeia, Sérgio Cabral circulava livremente no bloco onde estava preso, sob “escolta” de agentes penitenciários.
Forjaram a doação de equipamentos de home-theater ao presídio de Benfica, e regalias como quitutes, camas novas, encomendas, visitas.
Punido pelas regalias, Cabral ficará 15 dias sozinho e sem TV, no Paraná. Para quem autorizava as regalias no Rio, por enquanto, nada.
Dezenas de entidades apoiam a derrubada do veto de Temer à Lei do Refis, como Associação Brasileira de Supermercados, Câmara Nacional de Dirigentes Logistas, Frente Nacional dos Prefeitos etc.
O ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) brincou com a possibilidade de o presidente ser candidato à reeleição: “Michel Temer pode? Pode. Não quer. Diz que não quer, mas...”.
O MEC distribuiu R$981,4 milhões de “salário educação”, tungados das empresas. Grana suficiente para pagar a formação de 1.212 brasileiros na prestigiada (e cara) universidade de Harvard. Mas foi para o saco.
Setores LGBT que apoiam Lula esqueceram rapidamente que, depois do deputado Jair Bolsonaro, nenhum outro político fez tantas declarações homofóbicas quanto o ex-presidente – que não esconde seu desconforto no vídeo em que dois homens se beijam à sua frente.
O governo da Albânia concedeu agrément a Francisco Carlos Ramalho de Carvalho Chagas, que será o embaixador do Brasil em Tirana. Ele estava em Budapeste desde 2013, como ministro-conselheiro.

A Polícia Militar e a Marinha ignoram denúncias sobre motos náuticas e lanchas em alta velocidade entre banhistas na Barra de São Miguel, sobretudo na área restrita dos corais, protegida por legislação ambiental. Moradores suspeitam que tem “otoridade” por trás disso.

Marcado para 25 de abril, em Pistoia (Itália), o festival “Entre Amigos – Brasil e Itália” fará uma homenagem à Força Expedicionária Brasileira, que livrou cidades italianas do domínio alemão na Segunda Guerra.
A Apple fez acordo para pagar R$125 bilhões à Receita dos EUA em impostos sobre o lucro obtido no exterior. Se fosse brasileira, só esses impostos pagos pela empresa cobririam 90% do rombo no orçamento.
…a boa notícia é que o surto não é de febre vermelha.
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