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04 de Maio de 2016
Os três comandantes militares já bateram continência para o vice-presidente Michel Temer, até para reiterar o compromisso das Forças Armadas com a normalidade democrática e o respeito à Constituição. Para o staff de Temer, as reuniões foram importantes para sinalizar que as Forças Armadas jamais se deixariam utilizar pelo projeto de poder petista, como alguns próceres do governo Dilma Rousseff pretendiam.
Contaram ao ministro Aldo Rebelo (Defesa) que os comandantes militares foram recebidos por assessor de Michel Temer. Ele acreditou.
Os comandos da Aeronáutica e Marinha negam o encontro com Temer; o do Exército admite ter ido ao Jaburu apenas entregar um convite.
Dilma avaliou assinar decreto Estado de Defesa, no auge dos protestos que levaram entre 4 e 6 milhões às ruas, em favor do impeachment.
Consultados, comandantes militares recusaram apoio ao “Estado de Defesa”, que suprimiria sigilo até de telefonia e o direito de reunião.
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Provocou certo desconforto na Polícia Federal o fato de o vice Michel Temer ter recorrido à Polícia Civil de São Paulo para investigar a invasão do computador de sua mulher, Marcela Temer, do qual foram roubadas mensagens e fotografias. Há o entendimento de que crimes cometidos contra familiares de autoridades federais, como é o caso do vice-presidente da República, devem sempre ser conduzidas pela PF.
Assessores explicam que Temer confiou o caso à PC paulista por sua expertise em investigações do gênero e por suspeitar de crime comum.
Podem estar a serviço de adversários os invasores do computador de Marcela Temer, mas não estão descartados criminosos comuns.
A família de Michel Temer só soube da invasão após o início da chantagem exigindo dinheiro para não usar o conteúdo roubado.
A participação do advogado Marcelo Lavenère, ontem, na comissão do impeachment, não foi constrangedora apenas porque fez parecer que seu papel (aliás, tardio) no impeachment Fernando Collor foi a única coisa que fez na vida. Mas por acreditar nas fantasias que expôs.
Os “defensores” governistas foram ao Senado desqualificar a oposição, falar sobre economia, fantasiar sobre “imperialismo ianque” e dar aulas de “democracia representativa” aos senadores. Já defender Dilma...
A proximidade do fim está levando pânico ao chamado “circuito Helena Rubinstein” do Itamaraty, ou sejam, embaixadas e consulados em locais como Paris, Madri e Nova York, “aparelhadas” pelo PT.
Durante abusivo veto ao WhatsApp circulou a piada que tudo foi obra da presidente Dilma, para se vingar do impeachment inevitável. Se foi isso mesmo, o vice (aplicativo Telegram) funcionou direitinho.
O senador Ciro Nogueira e Guilherme Mussi, presidentes nacional e do PP-SP, tentam emplacar no ministério de Michel Temer o deputado Fausto Pinato, ex-relator do caso Eduardo Cunha no conselho de ética.
Logo após os discursos em que políticos tentaram faturar com a chegada da chama olímpica, Dilma recebeu a tocha a rolando na pira um tempinho, como se estivesse assando espeto em churrasqueira.
O líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB), afinou o discurso com Aécio Neves sobre participação no eventual governo Temer. “Depende do presidente, a quem cabe indicar ministros”, desconversa.
O deputado Danilo Fortes (PSB-CE) criticou o aumento de benefícios de Dilma no apagar das luzes do governo: “É demagogia pura”. Ele lembra que o governo sempre foi irresponsável com gastos públicos.
...ainda faltam oito dias para a votação que deve afastar Dilma da Presidência da República.
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