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14 de Fevereiro de 2016
As recentes estocadas de Romero Jucá (PMDB) contra a presidente Dilma, incluindo a defesa do impeachment, foram recebidas no Palácio do Planalto como recados praticamente diretos do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a quem o senador de Roraima é muito ligado. Na Casa Civil, Renan é reconhecido pelo jogo “sou aliado, mas não sou trouxa”, e “sempre dá um jeito de mostrar suas garras”.
Há dias, Romero Jucá advertiu que “o impeachment não morreu” e que o Congresso só aumentará impostos após o governo “amputar” gastos.
Dilma tenta garantir a lealdade de Renan usando o governo de Renan Filho, em Alagoas, Estado pobre que necessita de ajuda federal.
Em 2014, Romero Jucá surpreendeu apoiando o tucano de Aécio Neves para presidente. Cumprindo missão de Renan, acredita o PT.
O governo também acha que o humor de Renan em relação a Dilma é afetado quando há vazamento de denúncias contra ele, na Lava Jato.
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Mesmo com a crise econômica, os partidos faturaram R$ 61,5 milhões apenas no mês de janeiro, sacando do Fundo Partidário. Com o fim do financiamento privado de campanha, os políticos encontraram no fundo partidário alternativa para financiar as campanhas com dinheiro público, ainda que o financiamento público não tenha sido adotado oficialmente. Em 2016, os partidos irão abocanhar quase R$ 900 milhões do Fundo.
Os partidos que mais faturaram em janeiro foram: PT (R$ 7,97 milhões), PSDB (R$ 6,73 milhões) e PMDB (R$ 6,54 milhões).
Os partidos que menos receberam dinheiro do Fundo foram Novo, Rede e PMB. Cada um levou R$ 87,84 mil.
Em 2015, os partidos levaram R$ 811,28 milhões. As promessas de corte ficaram apenas no papel. Ao contrário: aumentaram.
Como não encontra um só parlamentar disposto a ofender o juiz Sergio Moro, chamando-o de “tucano”, o governo e o PT resolveram atribuir as denúncias contra Dilma e Lula a “inconformismo da oposição com a derrota”. É uma tentativa marota de desqualificar as investigações.
A campanha de Dilma recebeu dinheiro roubado da Petrobras, segundo Ricardo Pessoa (UTC) confessou ao Ministério Público. Mas o governo insiste que “a oposição está inconformada com a derrota”, blábláblá.
Lula é investigado por várias denúncias graves, do tríplex ao sítio, do tráfico de influência internacional aos negócios do amigo Bumlai, mas o governo insiste que a oposição “quer destruir Lula”, blábláblá.
Em um mês, o ex-ministro José Dirceu terá completado mais tempo preso preventivamente, na Operação Lava Jato, do que a pena que cumpriu na Papuda, no escândalo do mensalão.
Em uma das piores crises da história do País, a Câmara dos Deputados gastou em 2015 mais de R$ 18 milhões em contratos sem licitação. Só um contrato de “legendagem” levou mais de R$ 1 milhão.
Já se suspeita de uso da crise do zika vírus para abafar as denúncias da Lava Jato e o impeachment. “O governo quer aumentar o barulho para esconder as denúncias”, diz Jerônimo Goergen (PP-RS).
Crítico do petismo, o deputado Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) não poupa o governo neste retorno do Congresso. “O PT se casou com a corrupção. Por isso, (eles) não falam mais sobre corrupção”, diz.
Nova velha amiga de Dilma, Kátia Abreu (Agricultura) ousa atrasar-se com frequência para os despachos com a presidente. Vaidosa, sempre faz demorado “pit stop” para retocar a maquiagem, antes da audiência.
Qual a pauta da conversa entre Lula e Dilma: tríplex, sítio, OAS, Lava Jato, depoimento, Justiça, crise, PF, Odebrecht, adega ou Zelotes?
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