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25 de Julho de 2016
O Planalto comemora o crescente apoio ao afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência da República. De acordo com recente levantamento, já são entre 65 e 70 os senadores favoráveis. No julgamento, 54 votos serão suficientes para manter o impeachment. O governo diz que acertos, sobretudo na área econômica, e a pacificação do País, influenciam os indecisos. O Brasil é bem melhor sem Dilma.
“Temos contabilizados 65 votos, mas podemos chegar a 70”, confirma o primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP).
“Quando Dilma voltar para Porto Alegre, a economia se estabiliza de vez”, garante o experiente deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).
A presidente afastada é acusada de crimes de responsabilidade e contra a Lei Orçamentária, com punições previstas na Constituição.
Se o Senado seguir a proporção de votos contra Dilma na Câmara (367 pelo afastamento) serão, no mínimo, 58 votos pró-impeachment.
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Em meio a mais grave crise brasileira, com o impeachment de Dilma e resultados econômicos fracos, o governo federal já torrou R$ 11,19 bilhões com o Bolsa Família desde o começo deste ano. Apesar de o valor ser significativo, é a primeira vez desde 2013 que o governo federal gasta menos de R$ 2 bilhões por mês com o programa. A Bahia é o estado mais beneficiado: levou R$ 3,6 bilhões só este ano.
Nos primeiros seis meses de 2015, ultimo ano completo de governo Dilma, foram gastos R$ 13,95 bilhões com o Bolsa Família.
O Nordeste ainda é o maior beneficiado pelo Bolsa Família: a região recebeu 60% do valor total gasto pelo governo federal este ano.
Desde a eleição da presidente Dilma, em 2011, o valor médio recebido por família subiu mais de 77%, enquanto o salário mínimo cresceu 44%
A força-tarefa da Lava Jato ainda tenta fechar “acordo conjunto” de delação do casal Mônica Moura e João Santana, o marqueteiro de Lula e Dilma. Há um impasse em relação à “robustez” das denúncias oferecidas até agora. A PF e o Ministério Público querem mais provas.
Em 42 votações do governo Temer até agora, o deputado petista Caetano (BA) manteve taxa de 70% de apoio ao novo presidente. Caetano votou contra o governo sete vezes e a favor, 16.
“Acho que esses senadores do PT e PCdoB que defendem a volta de Dilma dificilmente vão se reeleger”, diz o ministro Osmar Terra (Des. Social) sobre a tropa dilmista no Senado: Lindbergh Faria (RJ), Gleisi Hoffmann (PR), Fátima Bezerra (RN) e Vanessa Grazziotin (AM).
O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tenta manobrar para empurrar a votação de sua cassação para depois da eleição de outubro. A esperança é que o caso perca relevância e ele se livre.
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) não acredita em paralisação do Congresso. “O Congresso, mesmo com eleição municipal, vai contribuir positivamente, votando matérias de interesse nacional”, garante.
A deputada Shéridan (PSDB-RR) apresentou PEC que limita o acesso ao fundo partidário, ao tempos de TV e acaba com os “partidos de aluguel”. No ritmo atual, ela prevê 73 partidos nas eleições de 2018.
O Partido da Mulher Brasileira entrou com ação contra decisão que impediu o partido de ter acesso a tempo de TV e ao fundo partidário em razão da saída dos deputados durante o período da janela partidária.
O Ministério Público de Roraima denunciou 20 pessoas em esquema de afano na Assembleia Legislativa do estado, envolvendo empresários e servidores públicos. Estão sujeitos a pegar cadeia longa.
...Dilma aprendeu com Lula: não sabia da roubalheira na Petrobras, não sabia do caixa 2 na campanha e também não sabia governar.
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