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02 de Setembro de 2015
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não deu lá muita importância à tentativa de reaproximação da presidente Dilma, nesta terça (1º). O gesto foi tardio e desastroso: além de haver “queimado as pontes” que teriam evitado o rompimento de Cunha e a sequência de derrotas do governo no Congresso, ela ouviu seus aloprados e tentou aliciar o líder do PMDB, Leonardo Picciani, o maior aliado do presidente da Câmara.
Dilma cedeu à insistência de aliados como Renan Calheiros e Michel Temer, daí o convite a Cunha. Mas ela avisou que não iria “capitular”.
Dilma pediu união das forças políticas para enfrentar a crise e Cunha disse mais uma vez que a Câmara não atrapalharia esse esforço.
Desfeita ninguém esquece, muito menos Eduardo Cunha. Dilma já o hostilizava desde quando ele era líder do PMDB na Câmara.
Cunha decidiu manter relações institucionais, e continua na oposição. Mas sua turma tem sido assediada com ofertas de cargos e emendas.
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Deputados tucanos passaram dias apagando incêndio após o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, afirmar que Eduardo Cunha não terá condições de chefiar a Câmara caso o STF aceite a denúncia contra ele. O detalhe é que nenhum deputado tucano assinou o pedido de afastamento de Cunha. Somados PSDB, PSC, SD e DEM, sem contar o PPS, 105 deputados o apoiam. A bancada do PMDB tem 67.
Em reservado, tucanos afirmam que, ao criticar Cunha, Aécio tentou “acalmar a ala radical do PSDB”, que estava pressionando o senador.
Deputados do PSDB passaram o dia telefonando a seu líder, Carlos Sampaio, sobre as declarações de Aécio. “Nem eu entendi”, respondia.
O líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), telefonou a Cunha, nos EUA, e garantiu que nada mudou: a bancada segue fechada com ele.
Michel Temer não foi consultado sobre ressuscitar a CPMF, mas avisou que era mais um desgaste desnecessário e o governo acabaria recuando. Foi exatamente o que aconteceu.
É cada vez menor a turma do “deixa disso” na Câmara. A tese do “impeachment já” ganhou força com o pedido de afastamento de Dilma apresentado pelo admirado jurista Hélio Bicudo, fundador do PT.
O deputado Lúcio Vieira Lima (BA), porta-voz dos peemedebistas insatisfeitos, está convencido de que Eduardo Cunha vai continuar onde estava: “Ele seria apedrejado caso se reaproximasse de Dilma”.
A TAM anunciou parceria prometendo descontos para advogados. Uma advogada testou a “parceria”: ganhou desconto de dez centavos na sua passagem Brasília-Vitória. Propaganda enganosa rende processo.
O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), está poderoso. Ele desautorizou acordo costurado pelo ministro Guilherme Afif (Pequena Empresa), há dias. “Quem fala em nome do governo sou eu”, disse.
A CPI do BNDES convocou a socialite Val Marchiori para explicar sua atuação na obtenção de empréstimos milionários concedidos pelo banco. Ela já esteve enrolada com operações no Banco do Brasil.
O tucano Carlos Sampaio (SP) ligava para deputados da oposição para saírem juntos na foto em que pediram a Renan Calheiros para devolver ao Executivo o Orçamento de 2016, com déficit de R$ 31 bilhões.
O ex-deputado Júlio Semeghini foi nomeado por Geraldo Alckmin para chefiar o escritório do governo de São Paulo em Brasília. Com a mudança, Alckmin está de olho na candidatura à presidência, em 2018.
…Lula não será candidato a presidente em 2018 “se for necessário”, mas se a força-tarefa da Lava Jato assim o permitir.
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