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03 de Setembro de 2015
Discretamente a Polícia Federal fez nova varredura, na segunda-feira, na Câmara dos Deputados: buscava no setor de verbas indenizatórias as notas fiscais apresentadas pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de cobrar propina no âmbito da Operação Lava Jato. A “batida” ocorre um dia após Cunha desprezar a tentativa de reaproximação de Dilma, gesto considerado tardio e desastroso.
Logo pela manhã, o departamento foi tomado por agentes da Polícia Federal, que vasculharam notas dos mandatos de Eduardo Cunha.
A PF, subordinada ao Ministério da Justiça, não comenta investigações em curso. Mas, na Câmara, a ação foi vista como “retaliação”.
O que chamou atenção foi a coincidência da “batida” acontecer apenas um dia após Cunha rechaçar a tentativa de reaproximação de Dilma.
O presidente da Câmara foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República após ser acusado de receber US$ 5 milhões no Petrolão.
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Sob influência do aspone Marco Aurélio Garcia e ordem da presidente Dilma, o governo deu novo vexame lá fora: associou-se a um grupo de pequenos países de “rabos presos” com a Venezuela, em razão da compra de petróleo subsidiado, para negar número à aprovação de resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenando as hostilidades do semi-ditador Nicolás Maduro contra a Colômbia.
Maduro recorreu a um velho truque de ditadores em apuros de procurar “inimigo externo” para desviar a atenção de graves problemas internos.
Sob pretextos mentirosos, a Venezuela expulsa colombianos, tentando fazer os venezuelanos esquecerem o desabastecimento que os aflige.
No vexame da vez na OEA, o Brasil se nivelou a países como Antígua y Barbuda, Belize, San Cristóvão e Neves, S. Vicente e Granadinas etc.
Um dos maiores problemas de Dilma não terá solução para o próximo ano: nas contas do relator do orçamento de 2016, o deputado Ricardo Barros (PP-PR), falta R$ 1,5 bilhão para as emendas parlamentares.
Eduardo Cunha ligou para deputados da CPI do BNDES pedindo para não votarem requerimentos relacionados às empreiteiras. A ordem é avançar apenas contra o PT e deixar as empresas de fora.
Surpreendeu na sessão da CPI da Petrobras em Curitiba o silêncio do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto sobre quem custeava sua trupe de advogados: não revelou quem paga a conta e só levantou suspeitas.
Uma das queixas do ex-ministro José Dirceu que motivou o pedido de transferência da Superintendência da Polícia Federal para um presídio de Curitiba é o banho de sol. Na PF, o tempo ao sol dura só 30 minutos
Partiu do governo o pedido para senadores não darem quórum à sessão do Congresso destinada a votar a derrubada ou não do veto do reajuste do Judiciário. Dilma estava convencida: perderia a batalha.
O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), não deu data para nova sessão que vai analisar os vetos de Dilma, incluindo o que proibiu o aumento dos servidores do Judiciário. A desculpa do maior aliado de Dilma é que se deve “ouvir os líderes”.
A Presidência do Senado avisou aos senadores: não haverá sessões no plenário nesta quinta à tarde, e na sexta-feira, véspera de feriado. A desculpa para “matar” dias úteis é a nova “manutenção do plenário”.
O DF vive tempos de faroeste. A Polícia Militar apreendeu 1.365 armas de fogo nos primeiros oito meses do ano. Também só este ano, pelo menos 38 caixas eletrônicos foram explodidos em Brasília.
… três semanas sem uma nova operação da Polícia Federal é mau sinal para os envolvidos. Vem aí a Lava Jato parte 19.
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