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04 de Agosto de 2015
Policiais paulistas custam a acreditar que houve mesmo um “atentado a bomba” à sede do Instituto Lula, dias atrás, e apuram inclusive se tudo não passou de “armação” de petistas para desviar a atenção da Lava Jato e das manifestações marcadas para o próximo dia 16, em todo o País, contra o governo Dilma. “Não podemos descartar nenhuma hipótese”, adverte um dos delegados envolvidos na investigação.
Policiais desconfiam da bomba, caseira; do local, na calçada; e do horário do suposto atentado: nessa hora já não há ninguém no Instituto.
Em março, véspera de outra mobilização nacional contra o governo Dilma, houve “atentado” semelhante à sede do PT em Jundiaí (SP).
Policiais civis investigam “armação” no suposto atentado, mas também não descartam que um grupo de extrema direita tenha atirado a bomba.
O suposto atentado coincidiu com a negociação de delações premiadas de Renato Duque (ex-Petrobras) e João Vaccari (ex-tesoureiro do PT).
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Em 25 de maio, esta coluna registrou espanto pelo fato de a Lava Jato ainda não haver chegado ao lobista Fernando Moura, um dos principais parceiros de José Dirceu, ex-ministro do governo Lula. Com a prisão de Moura, na 17ª fase, já não há motivo para espanto. Moura é tão ligado aos esquemas de corrupção do PT que identificou, entrevistou e sugeriu Renato Duque para a diretoria de Serviços da Petrobras.
Renato Duque colocou a diretoria de Serviços da Petrobras dedicada aos interesses do PT no Petrolão. Deu no que deu.
Muito discreto, o lobista Fernando Moura acabou deixando o Brasil há vários anos, fixando residência em Miami.
Fernando Moura foi chefe do lobista Milton Pascowitch no Petrolão. A delação premiada de Pascowitch ajudou a PF a chegar a Moura.
Em Brasília, há expectativa de novas prisões e mandados de busca no âmbito do PMDB, ainda esta semana, a partir da delação premiada – em curso – do lobista do partido, Fernando Baiano.
Investigadores da Lava Jato acreditam que Duque pode ser o elo entre políticos, e não partidos, no esquema. O Ministério Público Federal espera conseguir novos nomes e provas, após a 17ª fase da operação.
A nova prisão do ex-ministro José Dirceu movimentou a Esplanada: na Câmara e no Senado, governistas corriam de um lado para o outro no primeiro dia de volta do recesso. No governo, bateu o desespero.
Petistas dizem que a nova prisão do ex-ministro do governo Lula José Dirceu é mais uma pá de terra na cova do partido, que vive clima de “terra arrasada”, após as investigações da Lava Jato, da PF.
A oposição resolveu não dar trégua ao governo. Vai aproveitar a prisão de José Dirceu para mostrar ligações dele com Lula e Dilma. A ideia é insuflar a sociedade e fortalecer as manifestações de 16 de agosto.
Passa de 131 mil o número de confirmações na internet para a manifestação contra o governo Dilma, no próximo dia 16, em frente ao MASP, em São Paulo. Será o “termômetro” que a oposição espera.
O partido que mais gastou com alimentação na Câmara dos Deputados foi o PMDB, cujos deputados torraram R$ 1,066 milhão de fevereiro a junho. É seguido por PT, com R$ 829,7 mil, e PR, com R$ 563 mil.
O governo Rodrigo Rollemberg continua com saudade do ex-secretário Hélio Doyle. Circulou nesta segunda (3) que ele poderia retornar ao governo. Doyle, no entanto, já não tem o menor interesse.
Parece que agosto só terminará em dezembro, depois da prisão de José Dirceu abrindo o mês na Lava-Jato. E haverá mais esta semana.
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