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30 de Agosto de 2016
Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) constroem o consenso de uma decisão de grande impacto: o bloqueio de bens dos sócios das empreiteiras que roubaram a Petrobras. Na maioria dos casos, só executivos têm sido presos e com seus bens bloqueados, enquanto os sócios das empresas escapam com “acordos de leniência” instituídos no governo Dilma Rousseff. OAS e Odebrecht serão as primeiras. Além do bloqueio, há grande possibilidade de serem declaradas inidôneas.
No TCU, prospera o entendimento de que os sócios das empreiteiras recebem dividendos dos desvios, incluindo contratos superfaturados.
A ideia que prospera no TCU é bloquear bens no valor de R$5 bilhões para os sócios de cada empreiteira envolvida e declarada inidônea.
Marcelo Odebrecht é considerado o principal alvo na empreiteira, até está preso, mas os demais acionistas não foram incomodados.
O procurador junto ao TCU, Júlio Marcelo, matou a pau os “acordos de leniência de Dilma: “O que garante o emprego é obra, não empreiteira”.
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Após o agressivo discurso em que reiterou a lorota de “golpe”, o Palácio do Planalto consultou senadores supostamente indecisos e ficou ainda mais otimista pela confirmação do impeachment de Dilma Rousseff, na votação desta terça (30). Os dilmistas continua céticos. A senadora Simone Tebet (PMDB-MS) prevê 62 ou 63 votos contra Dilma: “O depoimento muda o cenário, mas para ampliar o placar”.
Aliados de Renan Calheiros diz que ele manterá a “neutralidade” e não votará no impeachment. Mas não é o que Michel Temer espera dele.
Para o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Dilma foi repetitiva, técnica e sem conteúdo político. “Objetividade faria bem”, destaca.
Nem mesmo Lula e Chico Buarque aguentaram ouvir Dilma durante muito tempo. Logo no primeiro intervalo, o cantor militante “vazou”.
No Senado, ontem, Dilma atribuiu a Michel Temer a medida que proibia manifestações políticas na Olimpíada. Ou ela mentiu deliberadamente ou, pior, não sabe que a lei foi por ela proposta e sancionada. Até porque era um dos compromissos do Brasil com o comitê olímpico.
O deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) foi ameaçado de morte por e-mail: “Seu canalha asqueroso. Ou você renuncia ao mandato ou eu mato você e toda sua família”. A polícia da Câmara vai investigar.
Dilma atribui a Eduardo Cunha a paternidade do impeachment. Mal-agradecida, ela nem agradeceu ao fato de o ex-presidente da Câmara haver rejeitado 47 pedidos, antes de acatar este que chega à fase final.
Indagado por Roberto Cabrini, do SBT, qual o crime que rende mais, o megatraficante Fernandinho Beira-Mar respondeu sem pestanejar: “a política”. Preso, ele escreve um livro no qual promete contar tudo.
Coitados dos diplomatas brasileiros, esses patriotas. Diante de mil mortadelas, que reuniu ontem, alguém da CUT gritou que José Serra (Relações Exteriores) “negocia a venda do pré-sal nas embaixadas”.
Nem mesmo na última oportunidade pública que teria para interagir com seus defensores, Dilma conseguiu acertar o nome do senador petista Lindbergh Farias (RJ). Ela o chama de “Lindembergue”.
“Quando a questionei se o presidente do STF era parte do ‘golpe’, ela preferiu o silêncio”, destaca senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES). Dilma também não respondeu se foi golpe o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, como ela eleito pelo voto popular.
Enquanto o futuro do comando do Brasil era definido no Senado, a TV Justiça mostrava reprise de um julgamento do Supremo, de 24 de agosto, presidido por Ricardo Lewandowski. Sobre impeachment, nada.
Nos anos de roubalheira nos governos do PT, enquanto dormia a pátria distraída, por onde andava Chico Buarque?
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