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20 de Fevereiro de 2018
Vai favorecer a candidatura presidencial do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) a decisão do presidente Michel Temer de recorrer à “solução militar” para tentar estancar o crescimento da criminalidade no Rio de Janeiro. O auge do enfrentamento dos bandidos vai coincidir com a campanha eleitoral, e a tendência é que Bolsonaro venha a ser visto com melhores olhos na medida em que a intervenção for um sucesso.
Pesquisas detectam o sentimento de que a intervenção é confissão de incapacidade do poder civil para resolver o problema da criminalidade.
Eventual fracasso, pelas pesquisas, não será atribuído a militares, mas ao “remédio insuficiente”, abrindo caminho para opções mais radicais.
Em caso de sucesso, a intervenção vai virar “cabo eleitoral” de Michel Temer, e candidato que a criticar corre o risco de perder votos.
Cada real investido na solução militar da intervenção federal servirá para ajudar a alavancar a candidatura da “solução Bolsonaro”.
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A saída em abril do ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, que é candidato nas eleições de outubro, tem levado preocupação do setor de biocombustíveis, em razão das opções que surgem. O secretário-executivo atual, Paulo Pedrosa, tem recorrido a Deus e ao diabo, na terra do sol, para virar ministro. Mas ele precisa ser mais explícito na defesa dos biocombustíveis para que o setor não se sinta ameaçado.
Antes da atual gestão, o Ministério de Minas e Energia só privilegiava o setor elétrico. Biocombustíveis e derivados de petróleo não tinham vez.
Agrada o setor de biocombustíveis uma opção técnica: Márcio Félix, secretário de Petróleo e Gás, do ministério, elogiado pelo equilíbrio.
A turma dos biocombustíveis prefere solução técnica para completar o Renovabio, o “Gás para todos” e o “Brasil maior” do petróleo.
O Senado suspendeu todas as propostas de emenda constitucional, nada menos que 536, por causa da intervenção no Rio, como a PEC da reforma da Previdência. Outras se arrastam há mais de uma década, como a do fim da reeleição e a redução dos senadores e deputados.
O general Augusto Heleno defende os policiais do Rio de Janeiro. Após enfrentar (e conter) o bandidismo generalizado no Haiti, comandando as forças da ONU, Heleno os considera os mais corajosos do Brasil.
O general interventor Braga Netto procura um secretário de Segurança para o Rio de Janeiro. Currículos devem ser enviados ao Comando Militar do Leste, de preferencia sem cartãozinho de deputado anexado.
Presidente da Turisrio, Paulo Senise afirmou que "o turismo da cidade e do estado estavam esperando uma ação dessa”, referindo-se à intervenção federal. O turismo tem sofrido com a crise na segurança.
O senador Ricardo Ferraço (ES) se licenciou alegando vergonha com a volta do também tucano Aécio Neves (MG), após prisão domiciliar. A vergonha deve ter passado: Ferraço vai retomar o mandato.
A iniciativa privada deveria ajudar, na área social, a resgatar o Rio das mãos do banditismo. Todos estão no mesmo barco, por isso, Firjan, Associação Comercial e igrejas etc têm de meter a mão no bolso.
A Abrig celebrou a inclusão dos profissionais de Relações Institucionais e Governamentais na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho.
A deputada Tereza Cristina (DEM-MS) assume nesta terça (20) a presidência da Frente Parlamentar Agropecuária, com mais de 250 deputados e senadores. O vice será Alceu Moreira (MDB-MS).
Quando se opõem à intervenção, alguns políticos do PT são solidários à população carcerária ou à população do Rio?
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