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30 de Julho de 2015
Responsável pela escolha do almirante Othon Pereira da Silva para presidir a Eletronuclear, em 2005, quando era ministra de Minas e Energia do governo Lula, a presidente Dilma cogitou fortemente nomeá-lo para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil quando a titular, Gleisi Hoffmann, pediu demissão para se candidatar ao governo do Paraná. Na último momento, ela trocou Othon por Aloizio Mercadante.
Dilma e o almirante Othon se admiram. Têm em comum a forma rude de tratar subordinados. Essa característica os aproximou ainda mais.
Othon foi preso terça (28) na 16ª fase da Lava Jato, por receber R$ 4,5 milhões em propina de empreiteiras das obras da usina de Angra 3.
A Lava Jato avança definitivamente na corrupção da área de energia elétrica do governo, a favorita de Dilma, daí a alta a tensão no Planalto.
O almirante Othon tinha outro admirador: o ex-presidente Itamar Franco o condecorou com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico.
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Levantamento em Salvador, realizado entre 22 e 26 julho pelo Instituto Paraná Pesquisas a pedido do portal Diário do Poder, mostra que os candidatos à prefeitura soteropolitana vão fugir do apoio de Dilma e de Lula, do PT, como o diabo foge da cruz. Dilma, a campeã de rejeição, tira 75% dos votos com seu apoio a qualquer candidato. O apoio de Lula faria 53,9% do eleitorado desistir de votar em seu escolhido.
O apoio do ex-governador e ministro Jaques Wagner (Defesa) é menos ruim: garantirá o afastamento de 46,2% dos eleitores de um candidato.
O apoio mais ambicionado em Salvador é o de Marina Silva (Rede). Ela acrescenta 40,1% de votos para o candidato que recomende.
O tucano Aécio Neves está bem melhor que Lula, em Salvador: apenas 24,3% dos eleitores rejeitariam o apoio dele a um candidato.
O acordo de delação premiada de Mário Góes tirou o sono de gente graúda no PT e no PMDB. Ele operava junto ao ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, o homem da cúpula do PT no afano geral da petroleira, e operava com o lobista Fernando Baiano, do PMDB.
Quem conhece o “operador” Mário Góes avisa que, inteligentíssimo, ele só dirá o que quer, e que seu acordo de delação pode ser uma maneira de “salvar os anéis” e preservar a grande herança do filho, Lucélio.
É gritante o silêncio da caserna sobre prisão do almirante Othon Pereira da Silva, presidente da Eletronuclear. Ele era mais admirado fora da Marinha, por sua notória especialização em energia nuclear.
A polêmica do Uber serve de holofote para governantes oportunistas e secretários inexpressivos, que perseguem motoristas trabalhadores para fazer demagogia com taxistas, em vez de regulamentar de uma vez o aplicativo. Pesquisas mostram que a população apoia o Uber.
O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), descartou ajudar Dilma em eventual apoio sobre as pedaladas fiscais. O tucano lembra que isso é um problema entre TCU e União.
Os partidos que fogem da relatoria de comissões parlamentares de inquérito citam a figura quase decorativa de Luiz Sérgio (PT-RJ), relator da CPI da Petrobras. Ele é motivo de piada nas audiências da CPI.
O primeiro troco de Eduardo Cunha no governo deve vir no projeto de repatriação de recursos do exterior. Cunha não vai mover uma palha para ajudar a aprovar a medida que turbinaria os cofres da União.
O PSDB vai produzir programas chamando a população para os protestos contra o governo, marcados para 16 de agosto. As inserções serão exibidas na TV a partir da próxima semana.
A observação é de Juca Carvalho, dirigente do PPS: “Com tantos escândalos do governo Dilma, a política foi lavada a jato...”
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