Publicidade
31 de Agosto de 2016
Após reunião em que concluíram ser irreversível o impeachment, aliados de Dilma Rousseff passaram a defender que ela somente saia do Palácio da Alvorada à força, transformando a residência oficial em “símbolo de resistência”. A ideia era que ela entregasse o palácio 30 dias após a destituição, como prevê a lei, mas aliados radicais acham que a “ocupação” chamará a atenção do mundo para o “golpe”.
Como Dilma ainda resiste a essa presepada, aliados radicalizados pretendem que ela só deixe o Alvorada no fim do prazo de um mês.
Em protesto contra Dilma, o Solidariedade mandará, nesta quarta (31), um caminhão de mudança para a porta do Alvorada.
Petistas acreditam na fantasia de que o Supremo Tribunal Federal seria instância de recurso do impeachment, e querem que fique no palácio.
Petistas dizem que é de Lula a ideia de “ocupar” o Alvorada, criando um fato capaz de minimizar os efeitos do impeachment nas eleições.
Publicidade
O presidente Michel Temer não fará reforma ministerial, caso venha a ser confirmado na presidência da República em substituição a Dilma Rousseff, também não editará pacotes econômicos. “Não penso nisso”, disse ele a esta coluna, ao ser indagado sobre esses assuntos. Temer tampouco pretende enxugar mais a máquina administrativa, como esperam aliados como o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves.
Aécio Neves afirmou ontem, entre um discurso e outro no julgamento de Dilma, que espera de Michel Temer a redução do peso do Estado.
Michel Temer afirmou a esta coluna que considera suficiente o enxugamento que já promoveu na maquina administrativa.
O presidente propôs e o Congresso aprovou a redução de ministérios, o corte de 4.200 cargos de confiança e 10 mil funções gratificadas.
O deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) coletou 200 assinaturas para a criação de nova CPI do Carf. Mesmo com apresentação do relatório, Rodrigo Maia não prorrogou a CPI, que caminha para acabar em pizza.
Como é advogado, José Eduardo Cardozo deveria saber que seria um verdadeiro golpe contra o artigo 52 da Constituição excluir a perda dos direitos políticos, por 8 anos, de presidente que sofre impeachment.
A vice de Janot, Ela Wiecko, que caiu após protestar contra o “golpe”, é mulher de Manoel Volkmer Castilho, ex-assessor do ministro Teori Zavascki (STF) demitido pelo mesmo motivo: ativismo político.
Kátia Abreu (PMDB-TO) cochichou com José Eduardo Cardozo, referindo-se à jurista Janaína Paschoal, musa do impeachment: “Não aguento mais a voz desta mulher”. A recíproca deve ser verdadeira.
A senadora indiciada Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que a “ditadura da comunicação” seria culpada pelo impeachment. Paulo Bernardo, seu marido também indiciado, comandou as Comunicações até 2015.
Ao tentar se defender, Dilma se disse vítima de “golpe”, de Eduardo Cunha, das articulações de Michel Temer, do banco central americano, do preço do petróleo e da crise mundial de 2008. Culpa dela? Zero.
Nas sessões de julgamento da presidente afastada, no Senado, o número de deputados federais era maior do que o de senadores. Todos queriam aparecer na foto e diante das câmeras de televisão.
Candidatos em outubro pressionam deputados a apresentarem emenda aumentando o valor do Fundo Partidário. Alegam que falta dinheiro para campanha após o fim do financiamento privado.
...a Esplanada dos Ministérios vazia é prova de que sem mortadela, sem transporte e sem cachê para manifestantes, a rua fica rouca.
Publicidade
busca
colunas anteriores

 
Busca
Redes sociais
@diariodopoder
© 1998 - 2016 - Todos os direitos reservados