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Para delimitar a história no tempo pode-se dizer que, desde a época de José Sarney (1985) para os dias atuais vem se implantando no País, covarde e dissimuladamente, um regime socialista, sem nunca se ter consultado o povo diretamente, com clareza e lealdade.

Vozes como do respeitado cientista político da Universidade de Nova York, “Steven Brams”, alertam no sentido de que hoje “já vigora no Brasil um regime socialista mais próximo do comunismo de que se possa imaginar”.

Quando escuta isso, a esquerda esperta e sorrateira se apressa a desmentir dizendo que vivemos num país capitalista, bastando que se atente para as forças dos empresários e do sistema econômico e financeiro.

A dissimulação, a mentira e o embuste são as maiores armas dos regimes estatizantes, de esquerda ou de direita, cujo propósito é o mesmo, manter o povo cativo de um grupo ou de um partido que o domina e vive de seu esforço.

Tal propósito não só norteia os regimes totalitários de esquerda, mas os de direita igualmente. Hitler dizia que o nazismo apoiava e incentivava as instituições capitalistas, principalmente porque delas é que advinham os recursos que sustentavam o governo e seus governantes. Disse e escreveu um dia o psicopata alemão: “é preciso que tenhamos empresários fortes e banqueiros fortíssimos, mas de joelhos perante o estado”.

Outra não é a intenção dos nossos socialistas tupiniquins. Note como são nocivos esses sabidões do naipe de FHC. Percebam o que esses patifes fizeram. Cientes que o Brasil cresceria de qualquer forma valeram-se de sua evolução natural para atribuir a eles próprios a paternidade de uma inclusão social. Tão simples quanto isso. Sem esta maldita esquerda o Brasil cresceria muito mais.

Como não poderia ocorrer diferente do que se deu nos países de regime semelhantes, o Brasil quebrou e os índices de pobreza voltaram, mas ainda tem muita gente boa falando dos feitos do “Analfa de Garanhuns”. É muita falta de visão e flagrante mediocridade.

Vemos a Nação inteira assistir, há mais de 30 anos, a um perverso conluio do negocismo com o socialismo, pelo qual essas forças descomunais sufocam nossa Pátria. Falo de grupos econômicos poderosos aliados a uma esquerda estatizante que repartem entre si as riquezas de um País, onde vivem uns poucos riquíssimos e um povo pobre.

Para não mergulhar muito fundo no tema, basta ressaltar que deste sistema decorreu o surgimento dos Wesley e Joelly’s da vida por um lado e o lucro exorbitante e descontrolado dos banqueiros por outro.

Revelado o mal que a esquerda trouxe para o País, por conta de um extraordinário acidente de percurso chamado de “Operação Lava Jato” alguém pensou - ingenuamente presumiu - que aquela gente seria definitivamente execrada.

Muito animaram os movimentos de rua que culminaram na derrubada de Dilma e sua quadrilha, mas depois se constatou que não resultaram em quase nada de efetivo. O curioso é que a desprezível classe política, pelo povo na rua enxotada e banida de seus palanques como se fosse um cão sarnento, foi justamente a que mais se beneficiou da situação, pois mediante um ladino golpe de mão, trocou no poder uma quadrilha por outra, objetivando manter tudo e todos com seus privilégios e vantagens. É terrível.

Pois é bem assim. Que triunfem e rejubilem-se os que vivem da corrupção e do engodo e que aprisionaram o Governo desta Nação, em prol de seus propósitos contra o povo.

Pensando bem nem poderia resultar de forma diferente. A esquerda no Brasil chegou a um ponto de domínio da sociedade que o pensamento conservador e liberal praticamente desapareceu. As consequências disso acarretaram o atual desastre brasileiro. Nem uma perspectiva se tinha antes e agora se tem também de uma mudança, que livre o País desse regime corrupto e incompetente que aí está.

Lembro que o ora condenado Lula gritava em seus palanques, nas campanhas para presidente, que naqueles pleitos nenhum candidato de direita existia na disputa e que o delatado Aécio, na campanha contra a Dilma vociferava que “não adiantava o empurrar para direita que ele não iria”.

Quanto mais o tempo passa, mais difícil se torna um rompimento absoluto, porque a doida máquina pública cresce e se fortalece para manter e aumentar o número de pessoas no executivo, no legislativo e no judiciário, que não interessa mudar coisa alguma.

A esquerda delinquente, que por toda parte se infiltra, domina, impõe, enuvia, envenena e corrói visando destruir, nas entranhas do povo as suas últimas resistências cívicas, se encarrega de evitar que esta Nação mude seu destino. Pensar o Brasil é pensar nesta armadilha que a história recente nos preparou.

 

Jose Mauricio de Barcellos ex Consultor Juridico da CPRM-MME é advogado. email: bppconsultores@uol.com.br.

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