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Palocci entrega Mantega, outro chefe da organização

Naxos, Grécia - A se confirmar a delação premiada de Palocci de que seu substituto no Ministério da Fazenda, Guido Mantega, vendia informação privilegiada ao mercado financeiro sobre operações de juros e mudanças de câmbio, está mais do que caracterizado que o Partido dos Trabalhadores, de fato, criou no país uma organização criminosa de alta periculosidade. Quem o acusa sabe o que diz. Palocci informou aos investigadores da Lava Jato que o seu colega de partido montou o esquema desde 2003 quando era ministro do Planejamento e continuou em 2014 ao assumir o BNDES. O Brasil, portanto, esteve nas mãos desses vendilhões desde que o PT botou suas patas dentro do Palácio do Planalto.

 

As revelações da delação de Palocci, que tem 16 anexos, são do repórter Paulo de Tarso Lyra, do Correio Braziliense, e estão contidas no blog do editor Vicente Nunes. É, sem dúvida, a mais grave acusação já feita a um homem público, que durante os dois mandatos da Dilma foi o responsável pela economia do seu governo o que a torna cúmplice de toda essa bandalheira.

 

Palocci está fazendo delações seletivas. Para não entregar Lula, o chefe de toda bandidagem, ele preferiu descarregar as acusações contra Mantega. Vão-se os dedos, ficam os anéis. Ele teme pela própria vida e tem medo de virar persona non grata dentro do Partido dos Trabalhadores e ser hostilizado como traidor. De qualquer forma, ao entregar Mantega e se autoacusar diante dos procuradores da Lava Jato, ele deixa claro a formação de quadrilha criada pela cúpula petista quando governou o país.

 

As delações de Palocci são um soco no estômago de todos os brasileiros que um dia apostaram no lirismo de um partido, como o dos trabalhadores, de que poderia resolver os problemas sociais e econômicos do país. O que se vê agora, diante de tanta tramoia e dessa corrupção desenfreada, é que a república sindical foi danosa porque não apena saqueou as empresas estatais como enganou o povo que um dia apostou na decência e na ética desse partido de seguidores fanáticos.

 

Palocci foi mais longe ao entregar Mantega, segundo revelou o repórter Paulo de Tarso Lyra. Ele disse que seu sucessor na Fazenda tinha um esquema com a indústria automobilística e era também o comandante da arrecadação de recursos da Odebrecht que iam parar nas mãos do marqueteiro João Santana e depositados na Suíça. Tratava-se, na verdade, de uma conta corrente que foi primeiro administrada pelo delator e depois por Mantega. Quanto a indústria automobilística, Mantega teria se transformado num lacaio desse setor recebendo benesses pelos benefícios que proporcionava a esses empresários como a desoneração de impostos.

 

Apenas para refrescar a memória dos mais incautos, que ainda acreditam na inocência e na ética do PT. Quando desonerava os impostos da indústria automobilística, o chefe Lula aparecia na televisão e, em discurso demagógico, dizia que o pobre dali para frente poderia comprar carro mais barato. Mentira deslavada. Tudo não passou de uma farsa para ajudar financeiramente os empresários. Quem comprou esses carros a prestações a perder de vista foi obrigado a devolvê-los aos bancos que se fartaram com a revenda.

 

Por trás desse populismo indecente, sabe-se agora, pelo próprio Palocci, que a organização criminosa se locupletou de benefícios financeiros das montadoras. Podemos também entender porque o Mantega tentou evitar que os carros populares saíssem de fábrica com o airbag, medida aprovada pela Câmara dos Deputados. Queria evitar maiores custos para as empresas, mesmo pondo em risco a vida de milhares de pessoas. Só recuou diante do clamor da população. Que me perdoem os meus leitores pela franqueza, mas se trata de dois ministros vigaristas que enganaram os brasileiros o tempo todo.

 

Diante de um crime tão grave como esse é de se estranhar que Guido Mantega ainda esteja solto, mesmo depois de confessar espontaneamente que mantinha uma conta no exterior, sem declarar a Receita Federal, mesmo exercendo o cargo de Ministro da Fazenda. Um sonegador confesso que administrou a economia brasileira por dez anos seguidos.

 

A pergunta que se faz é: o que se pode pensar de um senhor desse diante da prática de tantos crimes?

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